quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Brasil fica entre os três maiores alvos de ataques bancários

Relatório da Trend Micro mostra país em segundo lugar na detecção de malware de online banking nos três primeiros trimestres de 2013
No mundo todo, o volume total de malwares bancários dobrou de 2013 em relação a 2012, e o Brasil é um dos países que mais sofreram roubos de informação bancária no ano passado, de acordo com o relatório “Lucrando com as informações digitais”, elaborado pela Trend Micro. Nos três primeiros trimestres de 2013, o País obteve a segunda maior detecção de malware de online banking, com share de 10%, 22% e 16%, respectivamente, atrás apenas dos Estados Unidos.
Nos últimos três meses do ano, o país para terceira colocação, com 12%, ultrapassado pelo Japão. No Brasil, ainda, foi observado um aumento no uso de arquivos .CPL files e itens de Controle de Painel maliciosos que estavam embutidos em anexos de spam do tipo .RTF.

Aumento Mundial
Além disso, as ameaças a dispositivos tiveram aumento considerável em volume. Foram identificados cerca de 1,4 milhão de aplicativos maliciosos e de alto risco para Android, incluindo apps disponíveis para download de maneira legítima – no Google Play. Isso não significa, contudo, que a loja da Apple está imune – segundo os pesquisadores, a App Store também é vulnerável quanto a malwares.
Ameaças como phishing continuaram a se espalhar nos smartphones e tablets, mesmo que não comparáveis aos observados em PCs. No ano passado, o número total de sites de phishing móveis aumentou em 38% na comparação anual. O principal foco dos ataques foi roubo de informação financeira.
O relatório completo pode ser acessado neste link (em inglês).

Fonte: IT Web

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Trend Micro e FBI descobrem autor do malware SpyEye

Na semana passada foi anunciado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos que o criador do notório malware bancário SpyEye, Aleksandr Andreevich Panin (também conhecido como Gribodemon ou Harderman), declarou-se culpado perante um tribunal federal para encargos relacionados com a criação e distribuição do SpyEye.
A Trend Micro, especializada em soluções de segurança na era da nuvem, teve participação na investigação e tem trabalhado com o FBI neste caso por algum tempo, o que demandou um esforço considerável de todas as partes envolvidas para que houvesse uma conclusão bem-sucedida para este inquérito.
Abaixo, a Trend Micro revela o passo a passo da investigação e a contribuição da empresa no caso.

A investigação


Um dos cúmplices de Panin foi Hamza Bendelladj, que atendia pelo pseudônimo de bx1. Ambos, Panin e Bendelladj, estavam envolvidos na criação e estabelecimento de vários domínios e servidores SpyEye, que foi como a Trend Micro foi capaz de obter informações sobre o par de criminosos. Enquanto o malware foi criado de uma forma em que somente alguns destes arquivos estavam disponíveis publicamente, a companhia de SI foi capaz de obtê-los e adquirir as informações contidas nestes arquivos, o que incluiu, por exemplo, o endereço de email do controlador de um servidor.
A desenvolvedora passou a correlacionar as informações obtidas a partir destes arquivos de configuração com as informações que havia recolhido em outros lugares. Por exemplo, os pesquisadores da Trend Micro infiltraram-se em vários fóruns clandestinos nos quais ambos Panin e Bendelladj eram visitantes conhecidos, e passaram a ler suas mensagens, que inadvertidamente divulgavam informações como endereços de e-mail, número de ICQ, ou número de Jabber - todas informações que poderiam revelar suas reais identidades.
O mesmo tipo de investigação foi realizada para analisar Panin. Tal como aconteceu com o seu parceiro no crime, foi descoberto que Panin estava ligado a vários nomes de domínio e endereços de email.
Durante o tempo em que ele estava vendendo o SpyEye, ele se tornou muito desleixado e também particularmente não muito cuidadoso; apesar de usar vários identificadores e endereços de e-mail, a Trend Micro, trabalhando em conjunto com o FBI, descobriu a verdadeira identidade do hacker.
Panin começou a vender o SpyEye em 2009, e ele rapidamente se tornou um concorrente para o malware ZeuS. Na época, ele era popular devido ao baixo custo e capacidade de adição de plug-ins personalizados, algo que o ZeuS não oferecia. No final de 2010 , em duas postagens, a Trend Micro deu uma boa olhada nos painéis de controle do SpyEye.
Alguns criminosos virtuais não eram particularmente afeiçoados ao SpyEye, devido à má codificação em comparação com o ZeuS, enquanto outros gostavam das características que o malware oferecia. Seja qual for o caso, o SpyEye era conhecido o suficiente na comunidade de cibercrime, uma vez que, quando o criador do ZeuS foi embora, ele deu o código a Panin.
Panin usou esse código para criar uma nova versão do SpyEye que combinava características de ambas as versões mais antigas dos dois vírus. Além disso, ele fez um outsourcing do desenvolvimento de algum dos códigos com cúmplices (como Bendelladj), à fim de melhorar a qualidade do arquivo malicioso. Versões posteriores mostraram alterações significativas no código subjacente, incluindo a reutilização de código a partir do ZeuS.
Esta prisão mostra como empresas de segurança, trabalhando em estreita colaboração com agências policiais e de investigação criminal pode produzir resultados. Ao perseguir os próprios criminosos virtuais em vez dos servidores, é garantido que danos permanentes fossem feitos ao universo clandestino, ao invés de danos relativamente rápidos e facilmente reparáveis causados por suspensões e bloqueios. 

Fonte: Risk Report 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Em dois anos 25% das empresas adotarão Big Data para ao menos um caso de segurança

Para o Gartner, Big Data é mais eficiente para direcionar esforços contra ameaças corporativas e, por isso, deve começar a ser adotado mais amplamente a partir deste ano

Cibercriminosos desenvolvem técnicas muito rápido. E por isso analytics de fraudes e segurança são cada vez mais críticos – e o Big Data dá às corporações acesso mais ágil a informações externas e internas.
De acordo com uma nova projeção do Gartner, a tendência será usada ao menos uma vez por 25% das empresas a fim de detectar ao menos um caso de fraude ou de segurança. Hoje, apenas 8% das companhias  fazem isso.
“Big Data analytics permite empresas combinarem e correlacionarem informações internas e externas para ter uma ideia maior das ameaças. É aplicável a muitos casos de segurança e fraudes, como detecção de ameaças avançadas, brechas internas e roubo de conta”, comenta a vice-presidente e analista especial do Gartner, Avivah Litan.
Por exemplo, um ou dois anos atrás, os hackers olhariam ao redor e conduziriam ciberespionagem extensiva em seus alvos, para então partir para o ataque – seja ele atrás de dinheiro ou informação. “Agora, hackers, mais conscientes e efetivos das medidas para prevenção de fraudes usadas pelas vítimas, simplesmente vão direto ao ataque sem uma fase de reconhecimento.
No passado, as companhias confiaram em sistemas de monitoramento ou detecção otimizados para diversos casos. Agora, com Big Data analytics, é possível tomar uma série de medidas direcionadas, como cortar falsos alertas em sistemas de monitoramento utilizando dados contextuais e aplicando analytics inteligentes. Com o constante aumento do número de eventos, esse recurso é muito útil.
Além disso, é possível correlacionar alertas com prioridades entre diferentes sistemas para detectar padrões, criar “pools” de dados internos e externos relevantes em um local, bem como buscar perfis e usuários com transações suspeitas. Isso, de acordo com a consultoria, dá à companhia o poder de estar à frente das atividades maliciosas.
É recomendado que as empresas comecem com pouco, mas pensem grande e desenvolvam um road map para múltiplos casos e aplicações na organização. “O retorno sobre o investimento (ROI) em Big Data é simplesmente muito grande para ser ignorado”, conclui Avivah.

Fonte: http://informationweek.itweb.com.br/17664/em-dois-anos-25-das-empresas-adotarao-big-data-para-ao-menos-um-caso-de-seguranca

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Com defesa fraca, Brasil está vulnerável a ataques virtuais

Frente a todas as denúncias de espionagem internacional que estouraram no ano passado, o governo brasileiro continua gastando pouco com a defesa cibernética de seus dados. Números da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2013 indicam que dos R$ 90 milhões autorizados para a implantação do sistema de defesa cibernética, R$ 69 milhões – pouco mais de dois terços, portanto – foram empenhados, e menos de R$ 15 milhões foram pagos.
No ano anterior, apenas R$ 61 milhões foram reservados para esse fim, embora o Congresso tenha autorizado uma despesa na ordem dos R$110 milhões. Outros gastos com defesa não tiveram o mesmo investimento modesto. O projeto de construção de submarinos consumiu perto de R$ 1,6 bilhão em 2013.
O gasto comedido coloca em discussão o preparo do Brasil para futuros ataques virtuais. E a verdade é que o país ainda não tem um documento que estabeleça as diretrizes de estratégia para defesa cibernética, segundo um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Como proceder?
“O Brasil mantém uma pos­­tura internacional de pro­­moção da paz e utilização das Forças para proteger ou repelir ameaças estrangeiras. Todavia, não se sabe, a priori, quais seriam as medidas a serem tomadas caso o Brasil se torne vítima de ataques cibernéticos identificáveis. Para cada grupo de ameaças – hackers, ativistas, grupos internacionais, países estrangeiros etc. –, acredita-se que o país irá definir a forma como proceder”, escreveu o pesquisador Samuel César da Cruz Júnior.
Ele fez um estudo comparativo sobre os sistemas de defesa de vários países e explica que, diferentemente dos Estados Unidos, onde o Departamento de Defesa administra todas as ações de segurança, no Brasil a questão cibernética fica a cargo de dois ministérios: enquanto os assuntos relacionados à segurança do Estado ficam a cargo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI/PR), na Presidência da República, a defesa cibernética fica por conta do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), que ainda está sendo implantado dentro do Exército e, por conseguinte, coordenado pelo Ministério da Defesa, tendo pouca influência fora do ambiente militar, segundo ele.
Essa configuração, para o pesquisador, “tende a fragilizar o programa de proteção cibernética nacional na medida em que passa a depender da afinidade, integração e colaboração dos dirigentes de tais instituições (…) e favorece tanto a sobreposição de tarefas quanto lacunas por indefinição de responsabilidades”.
A Gazeta do Povo tentou entrar em contato com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que informou, via assessoria de imprensa, que o Departamento de Defesa Cibernética era o responsável por responder sobre questões de segurança cibernética, e sugeriu entrar em contato com o profissional responsável dentro do GSI para responder às questões de segurança, sem, contudo, informar quem é o responsável. O Exército Brasileiro, em nota, confirmou que o gasto com o CDCiber é o explicitado na LOA de 2013 e que o Centro ainda está sendo implementado.

Software próprio é a solução para proteger dados
Defensor do software livre, o cientista político da Faculdade Cásper Líbero de São Paulo Sérgio Amadeu diz que o investimento relativamente baixo não necessariamente significa a ineficiência do sistema.
“Se comprarmos pacotes de segurança da Microsoft, o governo vai gastar milhões e não terá segurança alguma, já que as empresas privadas americanas estão submetidas às leis dos Estados Unidos, que permitem um grau muito grande de intromissão no governo sobre dados privados”.
Ele cita como exemplo empresas que dizem prezar pela privacidade dos dados de seus usuários, como Apple, Facebook e Google, mas que tiveram informações cooptadas pela Agência Nacional de Segurança (NSA).
Para ele, o ideal seria investir na capacitação de profissionais nacionais e no desenvolvimento de softwares próprios a partir de códigos abertos.
“Todas as grandes da internet partiram desse caminho. A tecnologia de informação tem que ser brasileira. Enquanto o governo não considerar TI como um processo estratégico, mas como um produto que se escolhe baseado em custo e benefício, nós vamos continuar aquém do nível mundial de segurança”, afirma.
Quanto à defasagem tec­­no­­lógica que tal estratégia pode colocar o Brasil, Amadeu explica que é uma questão de estratégia. “O Brasil não tem uma estratégia de produtor e desenvolvedor de ponta, as empresas nacionais preferem replicar os produtos que já existem. O Brasil errou na reserva de mercado na década de 80, quando tentou desenvolver hardware, quando precisamos desenvolver software”.
O Exército Brasileiro informou, via assessoria de imprensa, que entre as ações já realizadas estão o desenvolvimento de um antivírus nacional, um simulador de guerra cibernética e a formação de equipes especializadas para a função. Outras dez ações são planejadas para a implantação do Centro de Defesa Cibernética.

Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Trend Micro apresenta resoluções de segurança online

A Trend Micro, focada em soluções de segurança na era da nuvem, elencou algumas resoluções de segurança online para que os usuários levem em consideração em 2014. Elas são baseadas em postagens recentes feitas por colaboradores da Trend Micro no blog SimplySecurity.
Entre as dicas de segurança, a empresa aconselha a obter ou manter um software de segurança superior para os computadores e dispositivos móveis, que seja atualizado regularmente e ofereça mais do que apenas a proteção antivírus. Outra dica é continuamente verificar e ajustar, se necessário, as configurações de privacidade no Facebook e colocar limite no número de amigos que podem ver as mensagens postadas na rede soial. Além disso, é preciso entender que tudo o que você faz no Facebook não é privado.
Alterar as senhas de todas as contas na internet e certificar-se de que cada nova senha tenha, pelo menos, 10 caracteres de uma mistura de letras (maiúsculas e minúsculas), números e caracteres especiais. Uma das resoluções destaca a importância de começar a ser - ou continuar a ser - um esclarecido cibernético praticando o PIE (Proteção, Intuição, e Educação). Ser cético também ajuda, em golpes de phishing por e-mail. É necessário assumir que cada mensagem que aparece na caixa de entrada pode ser uma tentativa de roubar a identidade do usuário.
Pensar antes de pressionar "Enviar" ou "Postar". Compartilhar demais pode realmente assombrar uma pessoa, às vezes anos depois. É bom parar e pensar sobre o que está sendo prestes a ser compartilhado. Ao fazer compras on-line nunca use um método de pagamento que não ofereça proteção contra fraudes. As transferências bancárias e ordens de pagamento não são recomendadas para compras on-line, porque você não tem nenhuma maneira de obter o seu dinheiro de volta uma vez que você enviar uma ou outra.
Por fim, bloquear os dispositivos móveis com senha ou código de segurança e definir um tempo limite de bloqueio de tela para que o próprio dispositivo a bloqueie após um período de inatividade é um recurso válido para evitar o roubo dos dados inseridos no aparelho. 

Fonte: Risk Report

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Vírus de e-mail que altera boleto bancário e desvia pagamento chega em Umuarama

Recentemente foi divulgado um novo tipo de vírus que infecta e-mails e altera boletos bancários. A praga virtual faz com que, ao invés de pagar suas contas, o usuário transfira o dinheiro do pagamento para a conta do criminoso virtual. Um caso foi registrado na região de Umuarama, no qual um empresário teve seu computador infectado e levou prejuízo de R$ 500. O relato serve de exemplo para pessoas que utilizam o sistema de pagamento de boletos impressos via computador.
Segundo a vítima, que preferiu não se identificar, o vírus alterou o código de barra do boleto bancário, modificando os números da agência do banco e da conta-corrente. Assim, na hora de pagar, o leitor não identifica o código e a pessoa é obrigada a digitar os números. Porém, tanto o valor quanto o vencimento permanecem intactos, bem como o logotipo do banco, o que impede que a vítima descubra a fraude facilmente. Um dado curioso é que o número do banco é modificado.
De acordo com revistas especializadas, o computador da pessoa é infectado, não o sistema bancário e geralmente, os vírus brasileiros entram por sites infectados ou e-mails falsos, que criminosos enviam para fazer a pessoa clicar num link.
Além da capacidade de manipular boletos, o vírus traz recursos de captura de senha do Facebook e Hotmail. Essas contas podem ser usadas para disseminar outras pragas digitais futuramente. A praga fica em constante contato com um servidor de controle, que armazena informações sobre cada computador infectado, entre elas o endereço IP, o nome do computador e a localização geográfica.

Descobrindo o golpe
Por limitações do vírus, é possível identificar o golpe de algumas formas. Entre elas, as linhas digitáveis dos boletos serão sempre parecidas, o código de barras terá um “buraco” branco e será inválido e a logo do banco não será sempre idêntica ao número do banco presente na linha digitável.
O gerente do Bradesco, Cleber Alexandre Denuze, alerta para uma atenção redobrada ao fazer os pagamentos, sejam por internet ou no caixa eletrônico. Até mesmo para a atualização do antivírus.  “No momento do pagamento, o número do banco é modificado, então é preciso total atenção para qualquer alteração feita”, aconselha.
Ao receber um boleto bancário para pagamento online, é importante também checar se o código do banco confere com o logotipo da instituição financeira. O gerente do Banco do Brasil, Marcus Vinicius de Vecente também recomenda a aplicação de todas as medidas de seguranças possíveis, pois determinados casos o banco não consegue ressarci. “Este vírus pode trazer consequências devastadoras”, relata.
A dica dos bancários é que mantenha sempre o antivírus e o sistema operacional atualizados. Outros softwares como browsers, e plug-ins como Java e Flash também devem ser atualizados regularmente. Com isso, cria-se uma barreira de proteção no PC. Tanto para este vírus como para outros tipos.

Fonte: http://www.ilustrado.com.br/jornal/ExibeNoticia.aspx?NotID=50787&Not=V%C3%ADrus%20de%20e-mail%20que%20altera%20boleto%20banc%C3%A1rio%20e%20desvia%20pagamento%20chega%20em%20Umuarama